<Novembro 2006>
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Toca Da Montanha


Relacionado a viagens e expedições pelo mundo a fora,
seja de motocicleta, de carro,
de bicicleta ou a pé.


Projeto Nazca - Relatos

 

Introdução
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17.11.06

\ \ Décimo Sétimo Dia

Caros amigos, respondendo algunas perguntas:

Velocidade de cruzeiro e consumo medio, quando estamos em condicoes normais de temperatura e pressao, numa reta consideravel, procuramos andar a cerca de 110 km/h, pois esta e a velocidade em que a moto tem um rendimento/consumo euilibrado, chega a fazer 22 km/litro. Quando estamos numa altitude elevada, pode-se reduzir o rendimento em ate 30%. Quando estamos em estrada de terra, se ela for boa, chegamos a 80 km/hora, se for ruim, algo em torno de 30 ou 40 km/h e o consumo. Aquí debe-se levar em consideracao a altitude e os 30% tambem.

O burro levou a pancada e saiu dando pinote, nao encontramos nenhum vestigio do burro na moto, o que nos leva a pensat que ele ficou inteiro. Segundo o Dario, o Jack é veado tambem e vc também.

Sobre a Aletea e o Jack, gostariamos de ter noticias deles tb, mas ate agora, aoesar de termos trocado e-mails, nao entraram em contato.

Hoje saimos cedo, precisavamos percorrer 480 km ate chegar em Abancay. No inicio comecamos a subir uma serra extremamente sinuosa, a estrada serpenteava pela serra proxima a Nazca. As motos comecaram a falhar novamente, chegamos a uma velocidade de 40 km/h no maximo as vezes. Como tudo o que sobe, tem que descer, depois de muito tempo, chegamos ao final da serra e passamos a descer, imediatamente as motos comecaram a melhorar pois fazem menos forca. A descida foi de aproximadamente 170 km, acompanhando um rio que rasgava a garganta de um canion que parecia nao ter fim. Hora estavamos do lado esquerdo do canion, hora estavamos do lado direito, passando de um lado para o outro atraves das pontes que os interligavam. Em alguns momentos nos deparamos com criancas pedindo dinheiro na pista, vestidos com roupas tipicas da regiao, isso corta o coracao. E impressionante a felicidade com que as criancas acenam para a gente quando nos veem passando na estrada, acredito que nao estejam acostumadas com errantes de motocicleta. Alem do cansaco de viajar por tantos dias de motocicleta sem descando, o sono era arrebatador em determinados momentos, tivemos que parar na beira de um riacho para eu poder descancar, acredito que dormi uns 20 minutos. As estradas eram muito boas, mas em muitos pontos havia deslizamentos de terra e pedras, o que nos dificultava as manobras. Passando por um minusculo povoado, uma crianca atravessou minhas frente, consegui frear a tempo, mas o pneus interromperam o silencio do vilarejo com um grito extridente. Dario fez o mesmo duas vezes, mas por causa de caes que corriam para me pegar e acabavam ficando no caminho dele. As oaisagens eram sempre dilumbrantes, fugimos da chuva o tempo todo, muitas vezes deixamos de curtir o visual por causa do cansaco.
Chegamos em Abancay, o destino do dia. Ficamos num hotel antigo, num quarto barato, mas como o chuveiro estava quebrado, acabamos ficando num quarto melhor, pelo mesmo preco. Saimos para comer frango com batata frita, salada e calabresa, matou bem a fome, mas o Dario tinha certeza que iria acabar passando mal.

Um pouquinho da sinuosidade I

Um pouquinho da sinuosidade II

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