<Novembro 2006>
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Toca Da Montanha


Relacionado a viagens e expedições pelo mundo a fora,
seja de motocicleta, de carro,
de bicicleta ou a pé.


Projeto Nazca - Relatos

 

Introdução
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15.11.06

\ \ Décimo Quinto Dia

D15 de novembro, quero falar um pouco de saudades.
Acredito que existam dois tipos: Aquela relacionada a tempo e aquela relacionada a distancia.
A primeira, vc pode estar ha muito tempo sem ver quem se gosta, mas é só dar um pulinho e matar a saudade. A segunda, vc pode estar apenas ha alguns dias longe de quem se gosta, mas nada pode ser feito para matar a saudade, essa doi demais.
Quando se juntam as duas entao, aí acho que fica dificil de respirar.
Estou morrendo de saudades da minha familia, dos meus amigos, de casa e especialmente da Renata. Quantas vezes nao pensei, durante os apertos que passamos, que eu poderia estar em casa tranquilao de pernas para o ar… mas ta valendo, o aprendizado esta valendo a pena.
Hoje é meu aniversario, quase esqueci dele, se nao fosse o presentinho que a Renata deu para ser aberto no dia exato. Me encheu os olhos de lagrima.
A meta de hoje era ir de Juliaca ate Camana. No meio da viagem chegariamos ao Pacifico, que de pacifico nao tem nada.
Saimos bem cedo de Juliaca atrás de nosso destino, passamos por serras infindaveis, muitas subidas e decidas, as motos falhando demais. Perdi a paciencia e arranquei o filtro de ar da moto, ficou bem melhor. O frio foi intenso pois estavamos a mais de 4 mil metros de altitude. As paisagens eram fantasticas, as montanhas aparentemente nao podiam se tranpostas. Nenhum policial nos parou, no Peru eles sao muito melhores, eles nos cumprimentavam com felicidade e mandavam seguir boa viagem.
Em determinado momento a viagem tornou-se uma descida sem fim, estavamos em direcao ao nivel do mar. Passamos por uma cidade chamada Arequipa, grande, mas nao paramos por la para almocar, paramos bem mais para frente, num restaurante beira de estrada com comida ruim. Isso e comum por aquí. Segundo o Dario o cozinheiro era viado. Todo mundo é viado para o Dario. Rasgamos mais algumas gargantas de montanhas ate repentinamente aparecer a imensidao do mar, levantei as maos para o ar a 120 kms por hora como se tivesse vencido um grande premio. Ja estavamos no final da viagem deste dia. Iriamos com destino a uma ciadade chamada Ocona, mas segundo o pessoal de Camana, nao valeria a penas pois é pequena de mais. Ficamos em Camana mesmo, na pousada do Rafael, outro, segundo Dario, viado.
Saimos quebrados comer um lanche para matar a fome e voltamos anciosos por descanso.
Ah… passeatas, estao ocorrendo muitas por aquí, as eleicoes ocorrerao no proximo domingo.

Parada no deserto

Pintura

De pacifico nao tem nada...

1 comentários

Em 27.11.06, às 21:17:14, junior disse :
???